Professora Ingrid 2010

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Quem sou eu

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Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brazil
Magistério com habilitação em Séries Iniciais e Pré-escola (SP), Pedagogia e Psicologia da Educação (FURG), Pós-graduanda em Psicopedagogia, Mestra em Educação Ambiental com abordagem na Cultura Afro-brasileira e Artes (FURG) e ex-graduanda do Curso de Letras- Português (FURG). Estudei piano e teoria musical na Conservatório de Música do Rio de janeiro e Rio Grande. Aprendi instrumento de sopro/metal e flauta doce. Funcionária Pública Estadual e Municipal com experiência em Gestão Escolar, Supervisão Escolar, Docência, Educação Especial e EJA. Experiência no setor privado como Bancária e Secretária. Realização de projetos, como: Coral de adultos e infanto Juvenil; confecção de artesanato em geral;Coordenadora de acampamentos para crianças e jovens, adultos e idosos; recreação para crianças, jovens, adultos e idosos; música; dança;projetos sociais; palestras com diversos temas apresentados em vários Estados Brasileiros, América Latina e na Europa/Alemanha;Apresentadora de Programa de Rádio.Assessora Pedagógica das Relações Étnico-Raciais SMED/Rio Grande-RS.

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domingo, 17 de janeiro de 2010

Letras de Músicas (Cultura Afro) que podem ser trabalhadas em sala de aula

Sorriso Negro - Elymar Santos
Um sorriso negro
Um abraço negro
Traz felicidade
Negro sem emprego
Fica sem sossego
Negro é a raiz da liberdade ( bis )
Negro é uma cor de respeito
Negro é inspiração
Negro é silêncio é luto
Negro é a solidão
Negro que já foi escravo
Negro é a voz da verdade
Negro é destino, é amor
Negro também é saudade


A Cor De Deus - Banda Mel
Composição: Luiz Carlos-branca Di Neve-mazinho Xerife
Você sabe a cor de deus
Quem sabe não revela,a,a,
O,o,o,o,o,o, vamos dizer
O,o,o,o,o,o, vamos dizer
Em vez do apartheid,
Aperta a mão do negro
O negro tem direito de viver
Negro é amor, negro é a paz
Não quer a guerra
O negro também dessa terra
O seu sentimento, é como um lamento
Que leva aos quatro cantos
O canto do sofrimento
Fraternidade,igualdade,liberdade
O negro quer o universo
Cheio de felicidade
Na áfrica tem negro com sofrimento
Aqui também o negro, tem seu lamento
No mundo inteiro o negro
Tem o seu sentimento

Portela - Samba Enredo 1972
Ilu Ayê, Ilu Ayê Odara
Negro dançava na Nação Nagô
Depois chorou lamento de senzala
Tão longe estava de sua Ilu Ayê
Tempo passou ôô
E no terreirão da Casa Grande
Negro diz tudo que pode dizer
É samba, é batuque, é reza
É dança, é ladainha
Negro joga capoeira
E faz louvação à rainha
Hoje
Negro é terra, negro é vida
Na mutação do tempo
Desfilando na avenida
Negro é sensacional
É toda a festa de um povo
E dono do carnaval
Nas Veias do Brasil - Beth Carvalho
Composição: Luiz Carlos da Vila
Os negros
Trazidos lá do além-mar
Vieram para espalhar
Suas coisas transcendentais
Respeito
Ao céu, à terra e ao mar
Ao índio veio juntar
O amor, à liberdade
A força de um baobá
Tanta luz no pensar
Veio de lá
A criatividade

Tantos o preto velho já curou
E a mãe preta amamentou
Tem alma negra o povo
Os sonhos tirados do fogão
A magia da canção
O carnaval é fogo
O samba corre
Nas veias dessa pátria - mãe gentil
É preciso altitude
De assumir a negritude
Pra ser muito mais Brasil.
Samba Enredo 1994 - Quando o Samba Era Samba
Portela (RJ)
Composição: Wilson Cruz, Cláudio Russo, Zé Luiz
África encanto e magia
Berço da sabedoria
Razão do meu cantar
Nasceu a liberdade a ferro e fogo
A Mãe Negra abriu o jogo
Fez o povo delirar
Deixa falar, ô, ô, ô
Deixa falar, ô, iaiá
Esse batuque gostoso não pode parar
Entra na roda ioiô
Entra na roda iaiá
Lá vem Portela é melhor se segurar
Axé vem de Luanda
Sacode negritude da cidade
Trazendo a bandeira do samba
Na apoteose da felicidade
Samba é nó na madeira
É moleque mestiço
Foi preciso bancar
Resistência que a força não calou
Arte de improvisar
Capoeira
O samba vai levantar poeira
Tem zoeira
Em Oswaldo Cruz e Madureira

Racismo É Burrice (nova Versão De Lavagem Cerebral)
Gabriel Pensador
Composição: Gabriel O Pensador

Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano
"O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar"
Racismo, preconceito e discriminação em geral;
É uma burrice coletiva sem explicação
Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união
Mas demonstra claramente
Infelizmente
Preconceitos mil
De naturezas diferentes
Mostrando que essa gente
Essa gente do Brasil é muito burra
E não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente
Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito
A "elite" que devia dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
Ou justificando um sistema de relação servil
E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos
Só precisamos de uma reformulação geral
Uma espécie de lavagem cerebral

Racismo é burrice

Não seja um imbecil
Não seja um ignorante
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O quê que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco
Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda, então olhe para trás
Olhe a nossa história
Os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
Barrigas cresceram
O tempo passou
Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor
Uns com a pele clara, outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura
Então presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu já disse racismo é burrice
Dê a ignorância um ponto final:
Faça uma lavagem cerebral

Racismo é burrice

Negro e nordestino constróem seu chão
Trabalhador da construção civil conhecido como peão
No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou o que lava o chão de uma delegacia
É revistado e humilhado por um guarda nojento
Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro, ao nordestino e a todos nós
Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói
O preconceito é uma coisa sem sentido
Tire a burrice do peito e me dê ouvidos
Me responda se você discriminaria
O Juiz Lalau ou o PC Farias
Não, você não faria isso não
Você aprendeu que preto é ladrão
Muitos negros roubam, mas muitos são roubados
E cuidado com esse branco aí parado do seu lado
Porque se ele passa fome
Sabe como é:
Ele rouba e mata um homem
Seja você ou seja o Pelé
Você e o Pelé morreriam igual
Então que morra o preconceito e viva a união racial
Quero ver essa música você aprender e fazer
A lavagem cerebral

Racismo é burrice

O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não pára pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural
Todo mundo que é racista não sabe a razão
Então eu digo meu irmão
Seja do povão ou da "elite"
Não participe
Pois como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice

Racismo é burrice

E se você é mais um burro, não me leve a mal
É hora de fazer uma lavagem cerebral
Mas isso é compromisso seu
Eu nem vou me meter
Quem vai lavar a sua mente não sou eu
É você.


Raça Negra
Margareth Menezes
Composição: Jorge Zarath, Dito

O grito da terra se expande por todo o Universo
No verso da mão calejada que afaga o rebento
O amor relampeja quebrando a semente da guerra
Sagrada é a força da Terra brilhando num só pensamento
Olorum mandou botar
Um presente pra Iemanjá
Colocar no mar do amor
Pra saudar seu ganzuá
Mãe Oxum me batizou
Com a benção de Oxalá
É felicidade é com,oh yeah
Raça Negra,Raça Negra
Raça Negra,Raça Negra
Sou erê,sou mandinga,sou manhã
Sou dendê,afilhada de Yansã
Sou café,cana-verde,que beleza
Raça Negra!
Sou de paz,sou axé,sou natureza
Raça Negra,Raça Negra
Raça Negra,Raça Negra
Aiá,aiá,aiá...
Aiê,iê,aiá,aiê,aiê...


Beleza pura
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso

NÃO ME AMARRA DINHEIRO NÃO
MAS FORMOSURA
DINHEIRO NÃO
A PELE ESCURA
DINHEIRO NÃO
A CARNE DURA
DINHEIRO NÃO

MOÇA PRETA DO CURUZU
FEDERAÇÃO
BOCA DO RIO
BELEZA PURA
BELEZA PURA
BELEZA PURA
DINHEIRO NÃO

QUANDO ESSA PRETA COMEÇA A TRATAR DO CABELO
É DE SE OLHAR
TODA A TRAMA DA TRANÇA DA TRANSA DO CABELO
CONCHAS DO MAR
ELA MANDA BUSCAR PRA BOTAR NO CABELO
TODA MINÚCIA, TODA DELÍCIA

NÃO ME AMARRA DINHEIRO NÃO
MAS ELEGÂNCIA
NÃO ME AMARRA DINHEIRO NÃO
MAS A CULTURA
DINHEIRO NÃO
A PELE ESCURA
DINHEIRO NÃO
A CARNE DURA
DINHEIRO NÃO

MOÇO LINDO DO BADAUÊ
BELEZA PURA
DO ILÊ-AIÊ
BELEZA PURA
DINHEIRO IÊ
BELEZA PURA
DINHEIRO NÃO

DENTRO DAQUELE TURBANTE DOS FILHOS DE GANDHI
É O QUE HÁ
TUDO É CHIQUE DEMAIS, TUDO É MUITO ELEGANTE
MANDA BOTAR
FINA PALHA DA COSTA E QUE TUDO SE TRANCE
TODOS OS BÚZIOS
TODOS OS ÓCIOS

NÃO ME AMARRA DINHEIRO NÃO
MAS OS MISTÉRIOS

BELEZA PURA
DINHEIRO NÃO
BELEZA PURA
BOCA DO RIO
BELEZA PURA
FEDERAÇÃO
BELEZA PURA
O ILÊ-AIÊ
BELEZA PURA
E DO BADAUÊ
BELEZA PURA
Alma Não Tem Cor
Chico César
Composição: André Abujamra
Alma não tem cor
Porque eu sou branco?
Alma não tem cor
Porque eu sou negro?

Branquinho
Neguinho
Branco negão
Percebam que a alma não tem cor
Ela é colorida
Ela é multicolor

Azul amarelo
Verde verdinho marrom


Respeitem Meus Cabelos Brancos
Chico César
Composição: Chico César
Respeitem meus cabelos, brancos
Chegou a hora de falar
Vamos ser francos
Pois quando um preto fala
O branco cala ou deixa a sala
Com veludo nos tamancos

Cabelo veio da áfrica
Junto com meus santos

Benguelas, zulus, gêges
Rebolos, bundos, bantos
Batuques, toques, mandingas
Danças, tranças, cantos
Respeitem meus cabelos, brancos

Se eu quero pixaim, deixa
Se eu quero enrolar, deixa
Se eu quero colorir, deixa
Se eu quero assanhar, deixa
Deixa, deixa a madeixa balançar


Meu Pai Oxalá
Daniela Mercury
Composição: Vinícius de Moraes/ Toquinho
Atotô abaluyê
Atotô babá
Vem das águas de Oxalá
Essa mágoa que me dá
Ela parecia o dia
A romper da escuridão
Linda no seu manto todo branco
Em meio à procissão.
E eu que ela nem via,
Ao Deus pedia amor e proteção:
Meu pai Oxalá é o Rei,
Venha me valer
E o velho Omulu
Atotô abaluayê
Que vontade de chorar
No terreiro de Oxalá
Quando eu dei com a minha ingrata
Que era filha de Yansã
Com sua espada cor de prata
Em meio à multidão
Cercando Xangô num balanceio
Cheio de paixão
Meu pai Oxalá é o rei
Venha me valer
E o velho Omulu
Atotobaluaiê
Milagres do Povo
Daniela Mercury
Composição: Indisponível
Quem é ateu
E viu milagres como eu
Sabe que os Deuses sem Deus
Não cessam de brotar,nem cansam de esperar

E o coração
Que é soberano e que é senhor
Não cabe na escravidão
Não cabe no seu não
Não cabe em si, de tanto sim
É pura dança e sexo e glória
E paira para além da história

Refrão:
Oju obá ia lá e via
Oju obá ia

Xangô manda chamar, Obatalá guia
Mamãe Oxum chorar, lágrima alegria
Pétala de Iemanjá, Inasã oiá ria
Oju obá ia lá e via
Ojú obá ia
Obá

É no charéu, que brilha a prata luz do céu
E o povo negro entendeu
Que o grande vencedor
Se ergue além da dor

Tudo chegou
Sobrevivente num navio
Quem descobriu o Brasil
Foi o negro que viu
A crueldade bem de frente e ainda produziu milagres
De fé no extremo ocidente

Refrão:

Oju obá ia lá e via
Oju obá ia

Xangô manda chamar, obatalá guia
Mamãe oxum chorar, lágrima alegria
Pétala de iemanjá, inasã oiá ria
Oju obá ia lá e via
Ojú obá ia
Obá

(Obáááá...)
No Tabuleiro Da Baiana
Daniela Mercury
Composição: Ary Barroso
No tabuleiro da baiana tem
Vatapá, oi
Caruru
Mungunzá
Tem umbu
Pra ioiô
Se eu pedir você me dá
O seu coração
Seu amor de iaiá

No coração da baiana tem
Sedução
Canjerê
Ilusão
Candomblé
Pra você

Juro por Deus
Pelo senhor do Bonfim
Quero você, baianinha, inteirinha pra mim
E depois o que será de nós dois
Seu amor é tão fulgáz, enganador

Tudo já fiz
Fui até num canjerê
Pra ser feliz
Meus trapinhos juntar com você
E depois vai ser mais uma ilusão
No amor quem governa é o coração

No tabuleiro da baiana tem
Vatapá, oi
Caruru
Mungunzá
Tem umbu
Pra ioiô
Se eu pedir você me dá
O seu coração
Seu amor de iaiá

No coração da baiana também tem
Sedução
Canjerê
Ilusão
Candomblé
Pra você


Preto E Branco
Daniela Mercury
Composição: Dudu Fagundes / Santos Diniz

Sou amarrado nessa pele escura
Na sua cultura
Em sua formosura
Mas no final tudo é uma só mistura
A mesma estrutura
Isso é beleza pura
E baseado nessa ideologia
Que a nossa magia pode aí se explicar
A europa , a africa e a bahia
Têm a alegria
De aqui se misturar
Preto
E todo mundo aqui é branco e preto
E todo mundo aqui é branco e preto
E todo mundo aqui é preto e branco
preto
E todo mundo aqui é branco e preto
E todo mundo aqui é branco e preto
E todo mundo aqui é preto e branco


Canto da Cor - Reflexus
Composição: Moises e Simão

A simbolização do negro africano
Recorda o manto sofrido hargalo de dor
O negro batendo na palma da mão
Este canto
Este canto é a sua origem e cintila a cor
Ilê Aiyê ê ê
É a nossa cor
Negro a dizer é a nossa cor
ôhô ôhô ôhô
ôhô
ehê ehê ehê
ehê
O negro se farta do fruto da sua beleza
Atribui-se tambem a ele esta sua grandeza
Ilê Aiyê
Sendo a propria razão
Que a razao nao pode explicar
Ecoa-se ate o firmamento
Este nosso cantar
Ilê Aiyê ê ê
É a nossa cor
Negro a dizer é a nossa cor
ôhô ôhô ôhô
ôhô ehê ehê ehê ehê
Canto Para o Senegal
Reflexus
Composição: Ythamar Tropicália e Valmir Brito
Sene sene senegal
Sene sene senegal
Diz povão senegal região
Diz povão senegal região
Diz povão senegal região

A grandeza do negro
Se deu quando houve este grito infinito
E o muçulmanismo que contagiava como religião
Ilê-aiyê traz imensas verdades ao povo fulani

Senegal faz fronteira com Mauritânia e Mali
Os seres ê ê ê, a tribo primeira que simbolizava
Salum, gâmbia, casamance, seus rios a desembocar
Mandigno, tukuler, uolof, são os povos negros

E uma das capitais mais lindas hoje se chama dakar, ilê
Ilê ê ê ê, dakar á á, obatala ago iê ê ê ê
Esses são os meus sentimentos do nosso antepassado
Senegal narrado como tema ilê aiyê

sene, sene, sene, sene, senegal
diz povão, senegal região
ê ahê, ahê
á, ia, iê

Baol reino de lá
Hamba-kalo povo de dakar
Negros ilê-aiyê avançam pelas ruas centrais da cidade
Senegalesas mulheres vaidosas mostrando intensidade

Incorporadas num só movimento na dança frenética do carnaval
Caolak, rufisque, zinguichor, são as cidades do senegal
Ilê-aiyê ê ê... está nos torsos, nas indumentárias africanas
Lingüisticamente o francês na dialética união baiana

Baobás árvore símbolo da nação
dos deniakes, os berberes, dinastia da região, ilê...
ilê ê ê ê, dakar á á á, obatalá, ago iê, ê ê ê...
esses são os meus sentimentos do antepassadoaval
Caolak, Rufisque, Zinguichor, são as cidades do Senegal
Ilê Ayiêêê esta nos torsos, nas indumentárias africanas
Lingüisticamente o francês na dialética união baiana
Baobás, árvore símbolo da nação
Dos deniakes, os Berberes, dinastia da região, ilê
Ilêêê, Dacar, obatalá, agô iêêê
Esses são os meus sentimentos do nosso antepassado


Dialeto Negro
Reflexus
Composição: Valmir Brito e Gibi

Mamêtro Kavisó
De umbanda
Umbanda gira gira
Azulê no abanto

Ungagá zara tempo
Sambangola de mucaia
Sequê sequê dandalunda
Agorigê meu atotó

Agolónan Godemá nagô
Agonilê Agonilê
ê carnaxe ara
Ara mogibi
Mogibi mocualê babá
Ara vá
Mogibi mocualê babá

Ara vá

Libertem Mandela
Reflexus
Composição: Indisponível
Batalhas e conflitos
vítimas de sofrimentos
sou eu um negro bonito
desabafando meus sentimentos

De geração em geração
que é discriminado o negão
e hoje somos cultura
nosso grito de força é a nossa união

Tire o chapéu e levante a mão
Tire o chapéu e levante a mão
Diga não ao Apartheid e liberte Mandela
Nosso grande irmão
Madagascar Olodum
Reflexus
Criaram-se vários reinados
Ponto de Imerinas ficou consagrado
Rambozalama o vetor saudável
Ivato cidade sagrada
A rainha Ranavalona
Destaca-se na vida e na mocidade
Majestosa negra
Soberana da sociedade
Alienado pelos sues poderes
Rei Radama foi considerado
Um verdadeiro Meiji
Que levava seu reino a bailar
Bantos, indonésios, árabes
Se integram à cultura malgaxe
Raça varonil alastrando-se pelo Brasil
Sankara Vatolay
Faz deslumbrar toda nação
Merinas, povos, tradição
E os mazimbas foram vencidos pela invenção
êêê Sakalavas oná ê
Iááá Sakalavas oná á
Iêêê Sakalavas oná ê
Iááá Sakalavas oná á
Madagascar, ilha, ilha do amor
Madagascar, ilha, ilha do amor
Madagascar, ilha, ilha do amor
Madagascar, ilha, ilha do amor
E viva Pelô Pelourinho
Patrimônio da humanidade é
Pelourinho, Pelourinho
Palco da vida e das negras verdades
Protestos, manifestações
Faz o Olodum contra o Apartheid
Juntamente som Madagascar
Evocando liberdade e igualdade a reinar
Iêêê Sakalavas oná ê
Iááá Sakalavas oná á
Iêêê Sakalavas oná ê
Iááá Sakalavas oná á
Madagascar, ilha, ilha do amor
Madagascar, ilha, ilha do amor
Madagascar, ilha, ilha do amor
Madagascar, ilha, ilha do amor
Aiêêê, Madagascar Olodum
Aiêêê, eu sou o arco–íris de Madagascar
Aiêêê, Madagascar Olodum
Aiêêê, eu sou o arco–íris de Madagascar
Iêêê Sakalavas oná ê
Iááá Sakalavas oná á
Iêêê Sakalavas oná ê
Iááá Sakalavas oná á
Madagascar, ilha, ilha do amor
Madagascar, ilha, ilha do amor
Madagascar, ilha, ilha do amor
Madagascar, ilha, ilha do amor
Olodum Ologbom - Reflexus
Composição: Tita Lopes e Lazinho
Akewi Ati Onilu
Cantam e tocam para anunciar
Nubia, Axum e Etiópia
Olodum vem mostrar
Registrado pela história
Soberania momentânea
Menelik, rei Cabeb
Rastafari, Ei Ezana
A rainha do Sabá
Casou-se com o Rei Salomão
Originando a mista raça
São raízes do Sudão
A cultura sudanesa
Pelo mundo se espalhou
Fons, dogons, sereres, Haussás
Mossis, mandingas, ibôs, iorubás
Olodum do Pelourinho
Sempre contra a opressão
Busca paz e liberdade
Quer o mundo em união
ô ô ô
Ago Olodum Ti-de
Ibere ifé ati axé.

Serpente Negra - Reflexus
Composição: (Ythamar Tropicália, Gibi, Roque Carvalho, Walmir Brito)
Ará Ará eu sou AraKetu
Ketu Ketu ode oba nixar
Kê Kê Kê leva eu
Kê Kê Kê AraKetu sou eu

Daomé nação de uma serpente negra
O rei manda lhe falar
O arco–íris ao se dissipar
Orixá maior é a força da natureza
Que representa Ketu nação
De um rei Olofin da atual República Beniin

No reino de Daomé
Serpente Negra era um babalaô
O arco-íris que vem lá do alto
Trás a força do superior

Ará Ará eu sou AraKetu
Ketu Ketu ode oba nixar
Kê Kê Kê leva eu
Kê Kê Kê AraKetu sou eu

O quadro negro
Representa na face da Terra
Hoje não existe mais guerra
A escravidão acabou ô ô
AraKetu retrato da tal mocidade
Representando o passado
E tudo que aqui ficou
Derramando nossos prantos de felicidade
Por ser essa tal entidade
Nomeada a Ode caçador
AraKetu força divina força maior
Ô ô ô ô ó ó ó ó ó
Pois o sangue desses negros
Derramavam na Terra
Para que os senhores passassem
Um tipo de vida melhor

Orá orá orá orá Orayê
Orá orá orá eis Oxumaré
Milton Nascimento
Morro Velho
Composição: Milton Nascimento
No sertão da minha terra, fazenda é o camarada que ao chão sedeu
Fez a obrigação com força, parece até que tudo aquilo ali é seu
Só poder sentar no morro e ver tudo verdinho, lindo a crescer
Orgulhoso camarada, de viola em vez de enxada


Filho do branco e do preto, correndo pela estrada atrás depassarinho
Pela plantação adentro, crescendo os dois meninos, semprepequeninos
Peixe bom dá no riacho de água tão limpinha, dá pro fundo ver
Orgulhoso camarada, contra histórias prá moçada


Filho do senhor vai embora, tempo de estudos na cidade grande
Parte, tem os olhos tristes, deixando o companheiro na estaçãodistante
Não esqueça, amigo, eu vou voltar, some longe o trenzinho aodeus-dará
Quando volta já é outro, trouxe até sinhá mocinha práapresentar

Linda como a luz da lua que em lugar nenhum rebrilha como lá
Já tem nome de doutor, e agora na fazenda é quem vai mandar
E o seu velho camarada, já não brinca, mas trabalha
Raça – Milton Nascimento
Composição: Milton Nascimento/Fernando Brant
Lá vem a força, lá vem a magia
Que me incendeia o corpo de alegria
Lá vem a santa maldita euforia
Que me alucina, me joga e me rodopia
Lá vem o canto, o berro de fera
Lá vem a voz de qualquer primavera
Lá vem a unha rasgando a garganta
A fome, a fúria, o sangue que já se levanta
De onde vem essa coisa tão minha
Que me aquece e me faz carinho?
De onde vem essa coisa tão crua
Que me acorda e me põe no meio da rua?
É um lamento, um canto mais puro
Que me ilumina a casa escura
É minha força, é nossa energia
Que vem de longe prá nos fazer companhia
É Clementina cantando bonito
As aventuras do seu povo aflito
É Seu Francisco, boné e cachimbo
Me ensinando que a luta é mesmo comigo
Todas Marias, Maria Dominga
Atraca Vilma e Tia Hercília
É Monsueto e é Grande Otelo
Atraca, atraca que o Naná vem chegando


Reis e Rainhas do Maracatu
Milton Nascimento
Composição: Indisponível

Dentro das alas, nações em festa
Reis e rainhas cantar
Ninguém se cala louvando as glórias
Que a história contou
Marinheiros, capitães, negros sobas
Rei do congo, a rainha e seu povo
As mucamas e os escravos no canavial
Amadês senhor de engenho e sinhá
Traz aqui maracatu nossa escola
Do Recife nós trazemos com alma
A nação maracatu, nosso tema geral

Banho de Manjericão
Clara Nunes
Composição: João Nogueira-Paulo Cesar Pinheiro
Eu vou me banhar de manjericão
Vou sacudir a poeira do corpo batendo com a mão
E vou voltar lá pro meu congado
Pra pedir pro santo
Pra rezar quebranto
Cortar mau olhado

E eu vou bater na madeira três vezes com o dedo cruzado
Vou pendurar uma figa no aço do meu cordão
Em casa um galho de arruda que corta
Um copo dágua no canto da porta
Vela acesa, e uma pimenteira no portão

É com vovó Maria que tem simpatia pra corpo fechado
É com pai Benedito que benze os aflitos com um toque de mão
E pai Antônio cura desengano
E tem a reza de São Cipriano
E têm as ervas que abrem os caminhos pro cristão.
Brasil Mestiço Santuário Da Fé
Clara Nunes
Composição: Indisponível
Vem desde o tempo da senzala
Do batuque e da cabala
O som que a todo povo embala 2x
E quanto mais o chicote estala
E o povo se encurrala
O som mais forte se propala 2x
E é o samba
E é o ponto de umbanda
E o tambor de Luanda
é o maculelê e o lundu
É o jogo do caxambu
É o cateretê, é o cõco e é o maracatu
O atabaque do caboco, o agogô de afoxé.
É a curimba do batucajé
É a capoeira e o candomblé
É a festa do Brasil mestiço, santuario da fé.
E aos sons a palavra do poeta se juntou
E nasceram as canççoes e os mais belos poemas de
amor.
Os cantos de guerra e os lamentos de dor
E pro povo não desesperar
Nós não deixaremos de cantar
Pois esse é o único alento do trabalhador
Desde a senzala....
Canto Das Três Raças
Clara Nunes
Composição: Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro
Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil

Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou

Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou

E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador

Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor


Ê Baiana - Clara Nunes
Composição: Fabricio da Silva/Baianinho/Enio Santos Ribeiro/Miguel Pancracio

Ê baiana
Ê ê ê baiana, baianinha
Ê baiana
Ê ê ê baiana
Baiana boa
Gosta do samba
Gosta da roda
E diz que é bamba
Baiana boa
Gosta do samba
Gosta da roda
E diz que é bamba
Olha, toca a viola
Que ela quer sambar
Ela gosta de samba
Ela quer rebolar
Toca a viola
Que ela quer sambar
Ela gosta de samba
Ela quer rebolar

Ê baiana
Ê baiana
Ê ê ê baiana, baianinha
Ê baiana
Ê ê ê baiana
Festa Para Um Rei Negro
Clara Nunes
Composição: Indisponível
Nos anais da nossa História
Vamos relembrar
Personagens de outrora
Que iremos recordar
Sua vida, sua glória
Seu passado imortal
Que beleza
A nobreza do tempo colonial

O lê lê, ô lá lá
Pega no ganzê
Pega no ganzá

Hoje tem festa na aldeia
Quem quiser pode chegar
Tem reisado a noite inteira
E fogueira pra queimar
Nosso rei veio de longe
Pra poder nos visitar
Que beleza
A nobreza que visita o gongá

O lê lê, ô lá lá
Pega no ganzê
Pega no ganzá

Senhora dona-de-casa
Traz seu filho pra cantar
Para o rei que vem de longe
Pra poder nos visitar
Esta noite ninguém chora
E ninguém pode chorar
Que beleza
A nobreza que visita o gongá

O-lê-lê, ô-lá-lá...

2 comentários:

Jupira disse...

Ola, professora Ingrid!
Adorei encontrar o seu blog! Pois também sou educadora e tenho muitas dificuldades em encontrar atividades diversificadas sobre a cultura Afro. Hoje por conta da música "Sorriso Negro", que tenho em um cd,saí em busca da letra e vim parar aqui. Com certeza voltarei muitas vezes!
Abraços, Profª Juju (como sou mais conhecida)

Surama Caggiano disse...

Parabéns pelo seu blog, um sorriso negro, um abraço negro. Surama